História

A Paracanoagem, canoagem executada por pessoas com deficiência (PCDs), é uma modalidade ainda recente, porém é um excelente esporte a ser praticado, já que dentro de um caiaque ocorre uma igualdade de possibilidades. Juntos, esses têm iguais condições de liberdade para locomoção, sendo que o desempenho técnico e físico depende exclusivamente da própria pessoa. Logo, podemos dizer que dentro de um caiaque as deficiências não aparecem ou são reduzidas.

O praticante pode usar adaptações que auxiliem a sua pratica, sendo ela por segurança ou na melhora do seu rendimento. Estas adaptações podem ser nos barcos ou externas, ou seja, gestos, comunicação por sons especiais, etc.

Em todos os casos, a Paracanoagem pode servir para lazer, recreação e/ou competição. Observando-se alguns aspectos de segurança e tendo um conhecimento da deficiência, todo clube, associação ou escola de canoagem pode atender a pessoa com deficiência.

O trabalho realizado na canoagem com deficientes tem como um dos objetivos: Alcançar a maior autonomia possível durante a prática desse esporte. Assim, com a criação de hábitos e costumes adquiridos na aprendizagem busca-se que o aluno ou atleta consiga, de forma independente, entrar no caiaque, realizar seu treino na água e sair do caiaque, com a menor ajuda possível de terceiros.

Concomitante a esta autonomia, observa-se a possibilidade do acesso das pessoas com deficiência  a prática desportiva, despertando o gosto pelo esporte e afastando assim o preconceito da sociedade para com o deficiente.
Neste contexto, a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), criou em 26 de março de 1995, conforme a ata n.º 14, o Comitê Nacional de “Paracanoagem”.

Anos após esta criação, em outubro de 1999, tivemos um marco na história da, ainda chamada Canoagem Adaptada. A Associação Ecológica de Canoagem e Vela de Belém participou do XV Campeonato Brasileiro de Canoagem, e neste campeonato os então técnicoe, Professor Evaldo Malato e Professor Carlos Alberto Gonçalves, trouxeram uma equipe de pessoas com deficiência, acontecendo assim à primeira participação de uma equipe de deficientes na canoagem.

Já no Sul, a Paracanoagem tornou-se efetivamente organizada em grupo e com atendimento específico, na cidade de Caxias do Sul (RS) em maio de 2000, na Represa São Miguel. A idéia do Professor Getúlio Vazatta,o então  presidente do Centro Integrado do Portador de Deficiência Física (CIDeF), teve a idéia de formar uma equipe de Paracanoagem aproveitando os atletas que participavam dos treinos de basquetebol sobre rodas.

 


PARACANOAGEM: UM SONHO PARAOLÍMPICO



No dia 11/12/2010 a Paracanoagem teve uma ótima notícia. Em reunião do Comitê Paraolímpico, na China, sete modalidades disputavam o direito de fazer parte das Paraolimpíadas a partir dos Jogos do Rio: badminton, canoagem, golf, futebol em cadeira de rodas elétrica, taekwondo, triatlo e basquete para pessoas com deficiência intelectual. Destas, somente O triatlo e a canoagem conseguiram a tão aguardada participação.

A Paracanoagem juntará a outras 21 modalidade nos Jogos Paraolímpicos Rio-2016, são elas: triatlo, tiro com arco, atletismo, bocha, ciclismo, hipismo, futebol de 5 para cegos, futebol de 7 para paralisados cerebrais, goalball, judô, halterofilismo, remo, vela, tiro esportivo, natação, tênis de mesa, vôlei sentado, basquete em cadeira de rodas, esgrima em cadeira de rodas, rúgbi em cadeira de rodas e tênis em cadeira de rodas.

A Paracanoagem possui 3 classes funcionais, são elas: LTA, onde o atleta utiliza braços, tronco e pernas para auxiliar na remada. Classe TA, onde o atleta utiliza o tronco e os braços para o desenvolvimento da remada. Classe A, onde este só consegue utilizar o movimento do braço para a locomoção da embarcação.

Atualmente a modalidade é realizada dentro dos eventos de Canoagem Velocidade, participando das classes V1 e K1 200m, podendo ser realizada também no V2 e K2.

O Brasil possui reconhecimento no cenário mundial da Paracanoagem, ganhando prestigio em Poznan/POL, onde conquistou 1 ouro na classe A masculino com Fernando Fernandes de Pádua e 1 ouro e uma prata com Marta Santos Ferreira, na classe TA e LTA respectivamente. Sendo o país com melhores resultados na Paracanoagem, neste mundial.

Ainda novidade em alguns países, a Paracanoagem tem seu grande desenvolvimento no Canadá, onde ocorre a realização de eventos para paracanoistas a partir dos 15 anos, demonstrando a preocupação do futuro da modalidade no áís. Além disto, ocorre uma grande participação em eventos de canoagem, estimulando os atletas ao desenvolvimento e ao reconhecimento de suas capacidades.

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Qual é a maneira certa de escrever: Paralímpico ou Paraolímpico?
 
Com a chegada dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 muitos são os questionamentos da maneira certa de se escrever: paraolímpico ou paralímpico?
 
Bom, primeiramente os Jogos Paralímpicos, ao contrário do que muitos pensam, a preposição “para” deriva do grego “ao lado”. Assim, desde 1960, existe esta nomenclatura – ao lado dos Jogos Olímpicos - uma vez que os Jogos Paralímpicos ocorrerem semanas após o encerramento dos Jogos Olímpicos. Passados os anos, mais precisamente no final de 2011, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) alterou o nome para “Paralímpico” se alinhar mundialmente aos demais países, especialmente ao Comitê Paralímpico Internacional (International Paralympic Committee). Junto a isto o CPB deu o prazo de um ano e meio para que as entidades filiadas se adequassem à nova determinação.
 
Porém, a presidente Dilma Rousseff, vetou a utilização da palavra Paralímpico em documentos oficiais, permanecendo o termo paraolímpico como diz a regra da língua portuguesa, sendo que o termo “Paralímpico” fica restrito para uso de nomes próprios, como o do próprio Comitê Paralímpico Brasileiro.
 
Assim, seja referido ao Comitê ou ainda às modalidades e demais situações envolvendo o paradesporto. Contudo, quando se trata de documentos oficiais ao Governo Federal utilizamos a palavra “Paraolímpico”. Resumindo, nenhuma está errada, porém devemos nos atentar ao local e a quem iremos responder.
 
Como referir-se ao deficiente

Outra dúvida comum que constantemente as pessoas questionam é como referir-se ao deficiente. Está certo utilizar portador de deficiência ou de portador de necessidades especiais? O correto é chamar “pessoa com deficiência”.
 

A palavra “portador” refere-se a portar algo que pode se desfazer quando quiser, assim você porta um documento, carteira ou objeto. A deficiência é algo que na maioria dos casos não tem a cura (existem muitos estudos que buscam isto, porém ainda não é algo fidedigno). Outra forma que costumamos escutar ou ler é a utilização de necessidades especiais, este é mais empregado e diria que está mais correto, porém para se referir a pessoa com deficiência é só utilizar o termo “pessoa com deficiência”, estes podem apresentar ou não necessidades especiais (a maioria necessita). Por mais que pareça pejorativo, o termo pessoa com deficiência não é, pois isto remete a pessoa ter algum déficit, alguma falta. Desta forma utilizam o termo “pessoa com deficiência”, que pode ser física, auditiva, visual e intelectual
 

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