Notícia
22/05/2020 04:05
Pepe conta como adaptou seus treinos durante a pandemia
Em live do canal do Time Brasil ele conversou sobre a sua rotina de treinos em Piraju no interior de São Paulo. O atleta da Canoagem Slalom foi o sexto colocado no Rio 2016 se prepara com objetivo de subir ao pódio em Tóquio 2020 e Paris 2024

TEXTO: COB | FOTO: Jonne Roriz - COB

A pandemia do coronavírus pegou o mundo do esporte de surpresa e interrompeu a preparação da maioria dos atletas do Time Brasil para os Jogos Olímpicos. Alguns, entretanto, conseguiram se adaptar ao momento e mantiveram os treinamentos. É o caso de Pepê Gonçalves, da canoagem slalom, que estava no Rio de Janeiro quando os treinos foram paralisados e foi para a pequena cidade de Piraju, no interior de São Paulo, com 29 mil habitantes, prosseguir sua preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio.  
 
“Sou um dos atletas que está sendo abençoados nesta quarentena. Vim para Piraju, onde montei uma academia em minha casa, e consigo treinar no rio, sem contato com outras pessoas, respeitando todas as orientações. Assim tenho conseguido me manter ativo. Mas, como não há competições em vista, diminuí o ritmo e estou acordando mais tarde para treinar”, relatou Pepê, em live no canal do Time Brasil no Instagram, nesta terça-feira, dia 19. 
 
O canoísta também vem diversificando a preparação e, além das remadas, pedala 40km por semana. Outro fator destacado pelo atleta no período de quarentena é a importância do trabalho mental, que em seu caso está sendo realizado com a coach Nell Salgado. Junto com ela, montou estratégias para flexibilizar sua rotina de treino e descanso, intercaladas com leituras e séries na TV.
 
Antes da pandemia chegar ao país, o atleta contava com toda estrutura oferecida pelo Comitê Olímpico do Brasil, que foi bastante elogiada pelo canoísta. “Há dois meses atrás, não tinha quem pegasse a gente em estrutura de treinamento. Eu estava no Rio de Janeiro, treinando na pista olímpica de Deodoro e no Centro de Treinamento Time Brasil. Acho difícil no mundo que alguém tivesse a condição de treinos que eu tinha. O CT Time Brasil é o CT mais fera do país. Nossa condição de treino era a melhor do mundo e continuará sendo depois da pandemia”, reforçou Pepê, que continua com o suporte remoto dos profissionais do COB, mesmo à distância. “Na semana passada, eu machuquei o meu joelho e me consultei com o médico do COB e deu certo. Meu joelho melhorou”, revelou Pepê.    
 
 
Garantido nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ele vai em busca de uma inédita medalha para a modalidade. Nem mesmo o adiamento dos Jogos abalou a confiança do brasileiro. “Para mim, o adiamento não muda muita coisa. Sinto falta apenas de competir. Estou preparado para os Jogos se fossem amanhã. Tenho mais um ano para me preparar, ajustar os detalhes e chegar mais próximos dos melhores do mundo. Os Jogos Olímpicos em 2021 já são uma realidade para mim. Já tenho a vaga em Tóquio e estou focado treinando para chegar com tudo para brigar por uma medalha”, afirmou o canoísta, que no Rio 2016 ficou entre os seis melhores do mundo.
 
Além de Tóquio, o paulista de 27 anos tem planos ambiciosos para futuro. Número um do ranking mundial do K1 extremo, Pepê espera manter-se no topo até os Jogos de Paris 2024, quando a categoria deve entrar no programa olímpico. “Em 2024 pode entrar o K1 Extremo e sou número 1 do ranking. Por isso, não tem como dizer que não quero ir para Paris. Se fosse hoje eu seria o favorito. Ela ainda não está confirmada, mas tem muita chance. É uma disputa empolgante. É quase certeza que vai entrar”, acredita.
 
Nem só de vitórias é feita a carreira de um atleta. Algumas derrotas, entretanto, trazem ensinamentos. Antes de brilhar no Rio de Janeiro, o atleta passou por um trauma por não ter ido à Londres-2012, fator que o motivou para chegar com tudo quatro anos depois. 
 
“Meu maior desafio foi superar o momento difícil e traumatizante de 2012, quando perdi a vaga olímpica para Londres por 0.13 centésimos de segundo. Chorei por mais um mês. Demorei para assimilar. Tinha duas escolhas: seguir chorando ou levantar e sacudir a poeira”, contou o atleta, que deu a volta por cima.
 
“Isso me motivou e no Rio 2016 me tornei o primeiro finalista olímpico da história da modalidade. Para mim foi como se fosse uma medalha de ouro. Eu era o único não europeu na final olímpica. Fiquei honrado e só consegui esse feito graças ao que aconteceu em 2012. Agora que já sei como é uma final olímpica eu quero a medalha em Tóquio”, projetou Pepê, que tem no currículo duas medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, além do bronze no K1 Extremo no Mundial de 2019 e dez títulos de campeão brasileiro. 











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