Confederação Brasileira de CanoagemItaipu Binacional

Not�cias

Profissionais da Itaipu Binacional que trabalham em barcos aprimoram técnicas de marinharia e salvatagem

25/11/2019

"Homem ao mar", é a deixa para começar o salvamento no Rio Paraná. Ação exige técnica e treinamento. Foto: Rubens Fraulini.

Fonte JIE - ITAIPU BINACIONAL

Empregados de Itaipu que utilizam barcos nas atividades profissionais saíram um pouco da rotina, neste mês de novembro, para aprender e apurar técnicas de marinharia e salvatagem. O curso foi ministrado pelo Corpo de Bombeiros de Itaipu, com apoio da Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos (RHDD.AD) e da Divisão de Engenharia de Segurança do Trabalho (RHSS.AD). A atividade faz parte de um programa mais amplo de Segurança com Embarcações.

 

 

Participaram 28 alunos, de diferentes áreas da empresa, divididos em três turmas. A coordenação foi dos colegas Luciano de Almeida Tristão e Marcelo Cezar Leichtweis (SEOC.AD).

Para quem não está acostumado com esses termos, técnicas de marinharia se referem a tudo o que acontece dentro de um barco – como conduzir, se movimentar, amarrar a embarcação, as responsabilidades de cada tripulante, entre outras. Só participaram deste treinamento colegas com habilitação para pilotar embarcações.

Sequência mostra resgate de vítima, aproveitando a correnteza do rio. Fotos: Rubens Fraulini.

Salvatagem é o conjunto de técnicas e equipamentos para o salvamento em casos de emergência ou naufrágio. “Por exemplo, como utilizar as boias de salvamento, o jeito certo para lançar essas boias na água, como fazer a aproximação do local do acidente, como retirar uma vítima da água e até mesmo o uso correto do colete salva-vidas”, enumera Luciano.

Durante três dias, as turmas passaram por aulas teóricas e atividades práticas na piscina, no reservatório e no Rio Paraná, a jusante da barragem. Também recebeu um treinamento com remos, no Canal da Piracema, com o apoio do pessoal da canoagem. Não é para menos: se o motor do barco falhar, será necessário recorrer ao remo para continuar navegando.

Para pular na água em ação de salvamento, é preciso que a pessoa esteja treinada e segura. Foto: Rubens Fraulini.

Segundo Luciano Tristão, cada procedimento tem uma técnica apropriada. E o ambiente também interfere na ação. “Se estou no lago, vou ter que trabalhar muito mais com o vento e com as marolas; se estou no rio, a preocupação são as correntezas”, exemplifica. “Por isso, no rio, vou sempre me aproximar contra a correnteza e a vítima vai derivar, ou seja, vai deslizar na água em direção ao barco.”

O último dia de curso, no Portinho do Refúgio Biológico Bela Vista, foi dedicado a simulação de situações reais – incluindo eventos mais complexos, como retirar da água mais de uma pessoa, de um mesmo acidente, e o socorro a vítimas inconscientes. Pular na água para fazer o resgate é uma decisão pessoal e exige preparo, enfatiza Tristão. “A pessoa tem que estar segura para fazer o resgate.”

Natação em equipe no rio foi um dos tópicos abordados pelos instrutores. Foto: Rubens Fraulini.

Marcelo Leichtweis disse que o curso é a sequência de outro feito em outubro, de primeiros socorros, com ênfase em atendimento a vítimas de animais peçonhentos (como cobras e aranhas). “Muitas das técnicas que eles aprenderam no mês passado (no curso de primeiros socorros), eles aplicaram hoje”, comentou. “Porque quando você remove a vítima para o barco, o atendimento continua”, salienta.

No Parque da Piracema, grupo teve a ajuda importante da equipe de canoagem. Se o motor falhar, sobra o remo. Foto: Sara Cheida.

Ainda no Parque da Piracema foi possível treinar técnicas com o bote inflável. Foto: Sara Cheida.

Mais segurança

Lotado no escritório de Santa Helena, onde atua com gestão de bacias hidrográficas, Seno Leopoldo Anton (ODRA.CD) disse que a partir de agora vai encarar a água de um jeito diferente. “A gente fez o curso de piloto de embarcação, mas não tinha conhecimento na área de savatagem. Então esse curso nos deu uma visão melhor sobre essas questões”, disse, dando como exemplo o uso correto do colete salva-vidas. “Nós usamos os equipamentos de proteção individual, mas não tínhamos plena confiança do equipamento. Agora temos confiança, sabemos que eles realmente funcionam.”

Da esquerda para direita, Elio Emanuel Romero Lopez (OPSH.DT), Cristiane Fiorentin Dotto Veiga (MARR.CD) e Seno Leopoldo Anton (ODRA.CD).

Integrante da equipe responsável por monitorar a qualidade da água do reservatório, Cristiane Fiorentin Dotto Veiga (MARR.CD) também já tinha habilitação para pilotar embarcação, porém, foi a primeira experiência com salvatagem. “Eu achei muito importante. Nós estamos fazendo exercícios práticos com a roupa que usamos no trabalho, com o barco que a gente utiliza, e com as pessoas que a gente trabalha. Assim, podemos nos colocar em situações adversas que realmente poderiam acontecer”, complementa.

Vítima incosciente na água é uma das ações mais sensíveis de resgate - e que exigem mais cuidado. Foto: Rubens Fraulini.

A mesma avaliação tem o colega paraguaio Elio Emanuel Romero Lopez (OPSH.DT), que faz serviços de batimetria tanto no reservatório, como a jusante do Rio Paraná e em afluentes, como os rios Ivaí e Piquiri. “Esse é um curso que traz segurança para nós e para a equipe. Porque sempre trabalhamos em equipe e temos que estar tranquilos”, aponta. “Até agora nunca aconteceu nada. Mas é importante que a gente esteja preparado se um dia acontecer.”

Veja mais fotos das atividades