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IMEL GARANTE 5 DAS 6 VAGAS BRASILEIRAS POSSÍVEIS PARA OS JOGOS PAN-AMERICANOS

23/04/2019

ASCOM

A Canoagem Slalom brasileira estará representada por 5 atletas iguaçuenses nos Jogos Pan-americanos que acontecerão de 26 de julho a 11 de agosto, na Cidade de Lima, no Peru. Após as seletivas nacionais realizadas na Cidade de Três Coroas, no Estado do Rio Grande do Sul, nos dias 20 e 21 abril, o Instituto Meninos do Lago, de Foz do Iguaçu, comprovou mais uma vez que o sucesso de uma proposta de trabalho social se transformou na mais proeminente ação de representatividade brasileira nesta modalidade olímpica.

 

Cada país poderá ser representado por, no máximo, 3 atletas femininos e 3 atletas masculinos, nas categorias K1, C1 e Cross. O Instituto Meninos do Lago garantiu para o Brasil todas as vagas femininas com: Ana Sátila Vieira Vargas (C1F), Omira Maria Estácia Neta (K1F) e Marina Souza Costa (Cross) e, no masculino, Felipe Borges (C1) e Fábio Scchena Dias Rodrigues (Cross) completaram o time local, enquanto que Pedro Henrique Gonçalves, da Cidade de Piraju, Estado de São Paulo, não permitiu a homogeneidade de Foz do Iguaçu e garantiu a vaga no K1M.

 

Para o coordenador Argos Gonçalves Dias Rodrigues, os resultados das seletivas demonstram, de forma inequívoca, a importância de um projeto social para o Brasil:

 

“A grande verdade é que a Canoagem Slalom brasileira depende fundamentalmente do Projeto Social da Itaipu Binacional. Sem este projeto a Canoagem Slalom brasileira regredirá qualitativa e quantitativamente à época em que o Brasil era apenas coadjuvante dessa modalidade olímpica. Hoje a realidade é completamente diferente e arrisco a dizer que estes 5 atletas trarão para Foz do Iguaçu, 3 medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze dos Jogos Pan-americanos, fazendo com que o Brasil bata a maior força das américas que continua sendo os Estados Unidos”.

 

E não foram apenas os atletas da elite iguaçuense que conseguiram grandes feitos na cidade gaúcha de Três Coroas, nas categorias de base o IMEL também não deu chances para os adversários, conforme demonstram os resultados abaixo:

 

Poliana Sofia

28/09/2001

C1FJR

1

Beatriz Souza Costa

21/07/2001

C1FJR

2

Maria Eduarda Morais Schlikmann

10/10/2002

C1FJR

3

 

João Victor Wessner Vieira

01/08/2003

C1MJR

1

Edmar Queiroz de Borba

07/07/2003

C1MJR

3

 

Lucas Machado Louzada

25/06/2002

K1MJR

1

 

Guilherme Schena Dias Rodrigues

22/06/2000

K1MSUB23

1

 

Maria Eduarda Morais Schlikmann

10/10/2002

K1FJR

1

Beatriz Souza Costa

21/07/2001

K1FJR

2

 

 

Todos esses meninos e meninas ficaram entre as três primeiras colocações das suas respectivas categorias, de forma que se houver financiamento para o esporte, poderão representar o Brasil nos campeonatos mundiais das categorias, conforme explica a Treinadora Mayara Cordeiro:

 

“Infelizmente o esporte está passando por uma fase complicada sem muitos investimentos como aconteceu até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Não está sendo fácil motivar esses meninos e meninas que batalham diariamente para representar o país em eventos internacionais, porém sem saber se terão condições de financiamento ou não para viajarem. Para nós foi uma grata surpresa termos conseguido tantos resultados expressivos com estes jovens atletas, principalmente diante do fato da seca não permitir nossos treinamentos da forma adequada há mais de 6 meses. Se não tivéssemos vindo para o Rio Grande do Sul alguns dias antes para nos readequarmos às corredeiras, com absoluta certeza estaríamos voltando sem nenhum resultado expressivo”.

 

Um dos grandes destaques das seletivas foi o jovem atleta Guilherme Schnena Dias Rodrigues que no seu primeiro ano na categoria Sub23, quase desbancou a grande estrela do caiaque masculino do Brasil que é o Pirajuense Pedro Henrique Gonçalves:

 

“Gostei muito do meu desempenho nas seletivas nacionais, perdi a vaga para os Jogos Pan-americanos por erro grosseiro meu na última descida, porém me classifiquei para representar o Brasil nas copas do mundo e mundiais. Agora é rezar para termos financiamento através do Comitê Olímpico Brasileiro e Confederação Brasileira de Canoagem pois sem as participações internacionais o esporte deixa de ter os parâmetros necessários para o constante crescimento”.

 

Ana Sátila é uma das principais atletas do mundo e uma das favoritas para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020 e, com certeza, estará brigando por duas medalhas de ouro nos Jogos Pan-americanos, C1F e Cross, estando bastante otimista com a possibilidade de poder participar também na categoria cross, pois o Brasil ganhou vaga extra nessa categoria pelo bom desempenho nas seletivas continentais:

 

“Estou muito feliz com a classificação para os Jogos, principalmente pelo fato da minha irmã Omira também ter conquistado o direito de representar o Brasil na categoria K1. Nós duas vamos buscar ouro no Peru e podem contar com o máximo de empenho nosso e de toda equipe para que isso se concretize”.

 

 

Outro atleta iguaçuense que representará o Brasil pela segunda vez nos Jogos Pan-americanos é o Felipe Borges que está animado para trazer mais uma medalha para a Cidade:

 

"A Canoagem Slalom entrou no programa dos Jogos Pan-americanos em Toronto no Canadá, e lá eu consegui a medalha de bronze e a Ana Sátila uma medalha de prata. Vamos trabalhar para que agora essas medalhas mudem para uma cor mais dourada. Temos um tempo ainda de preparação para isso seja viabilizado, mas precisaremos estar remando em corredeiras".

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