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Definida equipe olímpica de Canoagem Slalom

23/06/2016
 
Comitê da modalidade divulga os cinco canoístas que representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016


Foram muitas remadas, incontáveis dias fora de casa, muito suor e dedicação, mas no fim de todo esforço cinco canoístas brasileiros comemoram sua presença nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Ana Sátila (K1F), Pedro Henrique Gonçalves (K1M), Felipe Borges (C1M) e a dupla Charles Correa e Anderson Oliveira (C2M) são os atletas que representarão a Canoagem Slalom do Brasil entre os dias 7 e 11 de agosto no Complexo de Deodoro, no Rio de Janeiro.
 
Depois desta definição do Comitê de Canoagem Slalom da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), os cinco canoístas iniciam uma preparação intensa de treinos visando os Jogos. “Temos um trabalho específico no canal (Canal Rio/Complexo Deodoro) para que os atletas tenham uma maior bagagem técnica para os Jogos”, informou o auxiliar-técnico da equipe, Guille Diez-Canedo.
 
Ainda segundo ele o fator principal para o atleta neste momento é a questão psicológica. “Uma prova olímpica é totalmente diferente de qualquer outra. O atleta deve estar focado com o seu desempenho, sem importar-se com fatores externos”, explicou. 
 
Os atletas entrarão na Vila Olímpica, no Rio de Janeiro, no dia 26 de julho. A equipe também será composta pelo Chefe de Equipe, Argos Gonçalves Dias Rodrigues, além do treinador Ettore Ivaldi e o auxiliar-técnico Guille Diez-Canedo.
 
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Ana Sátila: a promessa brasileira
Apenas 19 anos, mas já com uma carreira invejável. Ana Sátila tinha apenas 16 anos quando participou dos Jogos Olímpicos Londres 2012 disputando o K1 Feminino. Na época foi a atleta mais jovem da Delegação Brasileira em todas as modalidades.
 
“Foi muito boa a experiência. Hoje me sinto mais preparada para ser uma atleta olímpica” comenta. A cada ano a mineira, natural de Iturama, conquistou feitos inéditos para o esporte no Brasil. Sua paixão pela Canoagem Slalom iniciou em Primavera do Leste (MT), quando tinha apenas nove anos e aos poucos começou a chamar a atenção pelo seu desempenho.
 
Em 2012 mudou-se para Foz do Iguaçu onde ingressou na Equipe Permanente de Canoagem Slalom e das vitórias que já havia conquistado em campeonatos no Brasil, começou a ganhar o Mundo. No ano de 2013 foi medalha de bronze no Mundial Júnior realizado em Liptovsky Mikulas, na Eslováquia, pela categoria C1 Feminino. No ano seguinte mostrou porque era considerada uma promessa com a medalha de ouro no Mundial Júnior realizado em Penrith, na Austrália.
 
Em 2015, com 19 anos, ela passou a disputar o Mundial Sub-23 e durante a disputa em casa ela garantiu uma medalha de prata em Foz do Iguaçu (PR). Em Toronto, nos Jogos Pan-americanos 2015, um ouro e uma prata pelo C1 e K1 Feminino, respectivamente. Para finalizar a temporada: bronze no C1 Feminino durante a 1a Etapa da Copa do Mundo de Canoagem Slalom na República Tcheca.
 
Neste ano Sátila se dedica integralmente ao K1 Feminino, modalidade que é olímpica. Na última etapa da Copa do Mundo 2016, realizada na França a canoísta garantiu o 6o lugar na final da categoria. Com os resultados deste ano hoje a brasileira é a quarta melhor atleta no ranking internacional, com chances reais de uma briga por medalha olímpica.
 
“A Ana tem uma mentalidade muito forte. Sua principal vantagem é que ela só se importa em remar, remar bem e vencer. Se continuar assim a pressão dos Jogos vai virar ao seu favor. Só precisa ser ela mesma”, explica Guille Diez-Canedo.
 
Pepe: o homem dos centésimos
Em 2012 o canoísta Pedro Henrique Gonçalves achava que o “mundo havia acabado” em 13 centésimos de segundos. O atleta havia perdido a vaga para os Jogos Olímpicos Londres 2012 para o canadense David Ford por este percentual durante evento classificatório para os Jogos.
 
“Eu vi a vaga pular das minhas mãos”, relembra Pepe e quatro anos mais tarde os centésimos perseguiram o jovem atleta. Durante a Seletiva Nacional realizada em abril em uma disputa acirrada ele foi o melhor por apenas 25 centésimos, ficando à frente de Ricardo Taques na disputa.
 
“Foi emocionante, mas vi que a briga estava em aberto”. Ele percebeu que a vaga não estava fácil e que os pequenos erros precisavam ser superados. Nas duas etapas da Copa do Mundo deste ano ele fez sua parte e garantiu sua primeira participação nos Jogos Olímpicos.
 
Natural de Piraju (SP) Pepe saiu de casa em busca de crescimento esportivo com apenas 16 anos quando se mudou para Foz do Iguaçu para ingressar a Equipe Permanente no Centro de Treinamento da Canoagem Slalom. Hoje ele é um dos símbolos da sua cidade natal ao lado da dupla Charles Corrêa e Anderson Oliveira. “Colocamos no mapa da canoagem onde fica Piraju”, comemora.
 
O atleta conquistou em 2015 uma medalha de prata no K1 Masculino nos Jogos Pan-americanos Toronto. Já em 2016 garantiu duas semifinais na 1a e 3a Etapa da Copa do Mundo realizadas na Europa. Agora o atleta tem dois sonhos: “Quero conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos do Rio e torcer para que meu esporte seja mais conhecido e reconhecido no cenário nacional a começar por minha cidade que tem talentos incríveis para serem explorados”.
 
Felipe: Projeto social que dá exemplo
Felipe Borges foi da primeira turma do Projeto Social Meninos do Lago em 2009. O projeto é uma ação da Canoagem Brasileira com a Itaipu Binacional que busca desenvolver o esporte e a educação com comunidades de Foz do Iguaçu. Até hoje o projeto que já atendeu mais de 500 jovens carentes e é considerado o modelo de sucesso de desenvolvimento da base da canoagem no país.
 
Com muito esforço e dedicação Felipe ganhou, em 2010, sua primeira competição na 2a Etapa da Copa Brasil, em Primavera do Leste (MT) e seguiu crescendo desde lá. Em 2015, o ano da sua consagração profissional, foi bronze nos Jogos Pan-americanos de Toronto e bronze no Mundial Sub-23, em Foz do Iguaçu,
 
Criança agitada na infância, Felipe viu na Canoagem Slalom um novo desafio para descarregar suas energias, tanto que até sua mãe percebeu que o esporte o havia transformado. “Ele mudou da água para o vinho”, comenta.
 
Seu primeiro treinador, Antônio Alves dos Santos, lembra o início do atleta como um garoto de muita flexibilidade. “Ele sempre chegava no horário, nunca deu trabalho para a gente”, comenta.
 
Charles e Anderson: amigos de infância crescem juntos no esporte
Charles Corrêa e Anderson Oliveira são bons amigos de infância. Ambos são de Piraju (SP) e iniciaram em categorias diferentes na Canoagem Slalom. Enquanto Charles disputava o C1 Masculino, modalidade que ainda disputa, Anderson era do K1. Porém, em 2012, os dois resolveram unir forças e começaram a disputar o C2 Masculino. Em pouco tempo os resultados começaram a aparecer.
 
Nos Jogos Pan-americanos Toronto 2015 conquistaram a medalha de prata e neste ano ficaram em 9o lugar na 1a Etapa da Copa do Mundo na Itália.  “Foi o nosso melhor resultado e o que nos trouxe a vaga olímpica”, comenta Charles.
 
A escolha dos atletas para compor a Equipe Olímpica de Canoagem Slalom se deu através de um processo no qual o atleta teve que alcançar a melhor pontuação na Seletiva Nacional, realizado em março no Rio de Janeiro, e as etapas da Copa do Mundo que aconteceram recentemente na Europa.
 
Para João Tomasini Schwertner, presidente da Confederação Brasileira de Canoagem, a Canoagem Slalom vem crescendo gradativamente e a realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016 é um marco importante na história da modalidade. “Começamos com um trabalho pequeno e fomos aumentando e aperfeiçoando. Com a chegada do BNDES como patrocinador principal foi possível botar em prática ideias e projetos e o resultado está aparecendo. Estamos no caminho de uma excelente participação nos Jogos Olímpicos”.











 
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