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Meninos do Lago têm chances de medalha no Pan do Canadá . E levam nossa torcida

14/07/2015

Fonte JIE Itaipu Binacional


Felipe Borges rema no Canal Itaipu: expectativa de luta pelo pódio, no Pan do Canadá.
  
Dois atletas do Instituto Meninos do Lago (Imel), de Itaipu e parceiros, chegam ao Canadá com chances reais de medalha. O iguaçuense Felipe Borges da Silva, na canoa simples (C1), e Ana Sátila, no caiaque simples (k1), integram a seleção brasileira de canoagem slalom que participam dos Jogos Pan-americanos 2015.
   
As disputas acontecerão no próximo sábado (18) e domingo (19). A canoagem slalom é a única prova olímpica que nunca tinha sido disputada nos Jogos Pan-americanos. No Canadá, a estreia da modalidade, portanto, será histórica, fazendo com que pela primeira vez o programa olímpico completo seja disputado em uma competição continental.
    
De Foz para a seleção brasileira de canoagem
   
Felipe Borges é atleta da Equipe Permanente de Canoagem e representa o País em diversas competições internacionais pelo C1 Masculino. O canoísta entrou no esporte graças ao Projeto Meninos do Lago, da Itaipu Binacional em parceria com a Federação Paranaense de Canoagem. O projeto social é voltado para jovens carentes dos bairros vizinhos à usina, em Foz do Iguaçu.
   
“Espero conseguir uma medalha e aproveitar para adquirir experiência para os Jogos Olímpicos no Rio, em 2016”, avaliou o atleta. Em abril, Borges foi medalha de bronze no Mundial Sub-23, que aconteceu no Canal Itaipu. Há um mês, na Cracóvia, Polônia, ele conseguiu uma vaga inédita na semifinal da Copa do Mundo de Canoagem.
   
Para o auxiliar técnico da seleção de canoagem slalom, Guille Diez-Canedo, a categoria de Borges será muito disputada. “O C1 Masculino contará com mais candidatos ao ouro, pela presença do argentino Sebastian Rossi, além do americano Richfield. Mesmo assim Felipe vem de uma temporada boa, será a categoria mais aberta, com quatro claros candidatos ao ouro.”
   
Ouro: um sonho possível


Jovem, porém já experiente em grandes competições internacionais, Ana Sátila é a principal esperança de medalha da canoagem slalom brasileira.
  
Outra representante do instituto é a jovem Ana Sátila, principal nome da canoagem slalom feminina do Brasil. Ela iniciou a carreira profissional em Primavera do Leste, Mato Grosso, mas escolheu o Imel para representar nas competições, principalmente devido à boa infraestrutura oferecida no Canal Itaipu.
    
Atleta da Equipe Permanente de Canoagem, Ana Sátila representou o Brasil nos Jogos Olímpicos 2012, em Londres. No Pan-americano, ela vai competir pelo K1 Feminino. “Estou muito esperançosa, acho que vai ser uma competição excelente”, disse.
    
Aos 19 anos, Ana Sátila já acumula resultados importantes para a canoagem brasileira. Em 2013, na Eslováquia, foi medalha de bronze pela canoa simples (C1). Um ano depois, na Austrália, conquistou um ouro no caiaque simples (k1). Já em 2015, no Mundial Sub-23, ganhou a prata no k1, e, há poucos dias, na mesma modalidade, levou o bronze na 1ª Etapa da Copa do Mundo em Praga, na República Tcheca.
   
Para Guille Diez-Canedo, Sátila tem totais condições de trazer medalha ao Brasil. “Ela é sempre candidata ao ouro. Vai ter uma boa briga com a representante canadense, que tem uma vantagem por remar em casa, e também a americana, mas se ela se sentir bem e forte remando pode conquistar o ouro”, avaliou.
   
Outras promessas no slalom
   
Desde 2009, quando Foz do Iguaçu passou a ser a casa da canoagem slalom no Brasil, muitos atletas de outras regiões foram treinar na cidade. Pedro Henrique Gonçalves, o Pepê, de Piraju (SP), compete no caiaque simples (k1). “As expectativas para o Canadá são as melhores possíveis, sou atual campeão Pan-americano, estamos bem preparados e cientes de o que fazer. Vou dar o meu melhor na água para tentar trazer o ouro para o Brasil”, afirmou.
    
Na avaliação de Diez-Canedo, ele está no caminho certo. “Pepê está adquirindo maturidade muito grande para competir. Está remando muito bem, terá também fortes concorrentes, mas pode surpreender.”
   
A dupla Charles Corrêa e Anderson Oliveira, também de Piraju, competirá pela canoa em dupla (C2) e também pode trazer bons resultados. “Espero fazer uma boa prova, uma boa competição e tentar sair com uma medalha no peito”, afirma Oliveira. “Vamos remar bastante para tentar trazer a medalha de ouro para o Brasil”, colabora Corrêa. No último Mundial Sub-23, eles conquistaram uma inédita medalha de bronze.
   
Canoagem brasileira
   
De acordo com Argos Gonçalves Dias Rodrigues, superintendente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), a canoagem brasileira vive seu melhor momento, graças a uma preparação que iniciou em 2008. “A realidade da canoagem slalom, assim como a de tantos outros esportes nacionais, necessita basicamente de três fatores básicos: investimento, planejamento e muitos jovens atletas. Tenho certeza que daqui a duas semanas vamos trazer de Toronto algumas medalhas para o Brasil.”
   
Esporte e escola
   
Atualmente o Instituto Meninos do Lago (Imel) é a melhor escola na prática da canoagem slalom brasileira. Metade da Equipe Permanente do Brasil é formada por atletas oriundos do Projeto Meninos do Lago, desenvolvido como apoio da Itaipu, que atende 100 crianças e adolescentes.
   
De acordo com Joel de Lima, assistente do diretor-geral brasileiro da Itaipu, o trabalho não se resume somente no âmbito esportivo, mas também na escola. “Os meninos e meninas envolvidos no projeto, antes de entrar em qualquer canoa, têm a obrigação de mostrar o boletim escolar com notas azuis. Só depois disso eles vão para o segundo momento, que é a canoagem. Este formato é pedagógico e serve de exemplo para todos os outros jovens canoístas.”

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