Notícia
14/12/2016 00:12
Retrospectiva 2016: modalidades não-olímpicas tiveram bons momentos neste ano
Confira como foi o ano da Canoagem Oceânica, Canoagem Maratona e Canoagem Descida

O ano de 2016 foi um ano muito especial para a Canoagem Brasileira. Uma participação histórica nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e um reconhecimento nunca alcançado pelo esporte. Mas a CBCa é formada por um total de 12 modalidades, todas com seus planos e objetivos. Neste release iremos recordar o que foi feito na Canoagem Oceânica, na Canoagem Maratona e na Canoagem Descida, neste ano de 2016.
 
 
 
 
 
 
 
Canoagem Oceânica
 
 
O 44º lugar geral alcançado no Campeonato Mundial de Canoagem Oceânica, realizado no Taiti em outubro de 2015 foi um bom sinal para o crescimento que a modalidade buscou em 2016, que tentou manter o alto nível das competições, mesmo sem ter nenhum evento internacional no ano.
 
O início de 2016 foi marcado pela concretização de um plano que estava sendo debatido desde 2014. A separação das embarcações no Circuito Brasileiro deixou de ser por classes e passou a ser única. Com a extinção das classes a divisão das embarcações passou a ser apenas Individuais e Duplos. Um dos resultados dessa mudança já pode ser notado nas 4 etapas do Circuito Brasileiro realizadas neste ano, que foi extremamente disputado, e só teve os campeões definidos no término da última etapa.
 
A modalidade não contou com nenhuma competição internacional no seu calendário, pois o Mundial é realizado de dois em dois anos. Mesmo com o número de participantes do Circuito Brasileiro diminuindo do ano passado para cá, a evolução técnica dos atletas é um bom sinal para a disputa do Mundial de Hong Kong que será realizado no segundo semestre de 2017.
 
Segundo Jefferson Sestaro, Supervisor da modalidade junto à CBCa, a Canoagem Oceânica pretende diminuir o número de provas e estuda outros formatos de competições para atender o maior número de atletas possível em 2017.
 
Canoagem Maratona
 
 
O ano de 2015 foi um bom ano para a Canoagem Maratona. Foram bons resultados no Campeonato Sul-americano, a 32ª edição da prova mais tradicional da modalidade, um Campeonato Brasileiro com grande participação de atletas e um 5º lugar no Campeonato Mundial. Depois de um ano como esse, 2016 prometia novas alegrias para a modalidade.
 
A primeira competição do ano foi o Campeonato Brasileiro, que retornou à Palmas – TO depois de 3 anos, e já servia como seletiva para o Campeonato Mundial. O número de participantes nesta edição diminuiu em relação ao ano anterior, mas um fato comemorado pela Supervisora da modalidade Bruna Muassab foi a grande adesão de atletas da categoria cadete (atletas entre 15 e 16 anos), o que ilustra a força de renovação da modalidade e o forte trabalho das associações com a base da modalidade. Mesmo com um número menor do que a edição de 2015, o Campeonato Brasileiro contou com pouco mais de 100 atletas de três regiões do país.
 
No segundo semestre o calendário da modalidade contou exclusivamente com competições internacionais. No mundial, realizado em Brandemburg, na Alemanha, o atleta José Agmarino de Jesus Coelho, o Zecão, repetiu o bom desempenho de 2015 e foi o atleta mais rápido da Canoa a terminar a prova de 7,2 km e o segundo no geral a finalizar o percurso.
 
Depois de um ano difícil, mas com bons resultados, o planejamento se volta para 2017. Segundo Bruna Muassab, o objetivo é aumentar o número de participantes em todas as categorias do Campeonato Brasileiro. Além disso a Supervisora almeja ter uma boa participação brasileira no Campeonato Sul-americano da Modalidade. A outra competição internacional em 2017 será o Campeonato Mundial de Canoagem Maratona, na África do Sul, no início de setembro.
 
 
Canoagem Descida
 
 
 
O ano de 2015 foi muito movimentado para a Canoagem Descida, provas nacionais e internacionais encheram o calendário da modalidade e deixaram uma grande expectativa para 2016. Tentando corresponder às expectativas, o regulamento da modalidade foi revisto, a inclusão de novos critérios para a definição do ranking da seleção brasileira e a consolidação das provas de Sprint (implementadas em 2015), foram duas atitudes do Comitê da modalidade que ajudaram a modernizar o esporte e colocar a Canoagem Descida brasileira mais em sintonia com as regras da FIC. Outras medidas, como o retorno das provas de Duck Duplo e a entrada da modalidade Creek, aumentaram o apelo da modalidade com os atletas e aumentou o número de participantes nas competições deste ano.
 
A primeira competição oficial de Canoagem Descida aconteceu apenas no início do segundo semestre, o Campeonato Mundial de Canoagem Descida, realizado no rio Vrbas, em Banja Luka, na Bósnia & Herzegovina. A competição contou com a participação de dois atletas brasileiros, que tiveram uma pré-temporada forte no início do ano, com treinamentos específicos para o Mundial. O rio bósnio conta com corredeiras que podem atingir o nível V de dificuldade, em uma escala que pode chegar à VI, enquanto os rios brasileiros não ultrapassam o nível III. Mesmo com todas essas dificuldades os brasileiros tiveram um bom desempenho, com a conquista da 53ª colocação geral pelo atleta Rafael Girotto.
 
O Campeonato Brasileiro foi realizado no mês de novembro em Aquidauana – MS e contou com a participação de mais de 50 atletas que disputaram o lugar mais alto do pódio em provas Clássicas (3 km rio abaixo) e Sprint (400 m rio abaixo). O rio contou com corredeiras de níveis II e III e foi um personagem a mais nas provas e demonstrou a evolução e o desenvolvimento da modalidade e de seus atletas.
 
Para o próximo ano o Comitê de Canoagem Descida manterá seu trabalho de modernização e renovação dos atletas brasileiros. O número de etapas nacionais continuará reduzido, para diminuir o custo de deslocamento dos atletas, focando na qualidade dos eventos ao invés da quantidade. Seguindo a tendência mundial, uma etapa das provas de Sprint será realizada junto com uma etapa da Copa Brasil de Canoagem Slalom. Além disso contar com a participação de atletas brasileiros no Mundial pelo terceiro ano consecutivo, que em 2017 será realizado em Pau, na França, no final de setembro.
 

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