Notícia
05/12/2016 09:32
Retrospectiva 2016: Canoagem Velocidade Brasileira tem ano para entrar na história
Bons resultados e a maior participação nos Jogos Olímpicos deixarão o ano marcado na história do esporte

A Canoagem Brasileira encerra mais um ano e um ciclo olímpico deixando na história marcas e resultados nunca alcançados antes. O ano de 2016 deixará saudades e a vontade continuar evoluindo cada vez mais na modalidade.
 
Depois de vinte quatro anos de participações em Jogos Olímpicos a Canoagem Brasileira fez história no Rio de Janeiro e conquistou três medalhas, duas pratas e uma de bronze na canoa. O Atleta Isaquias Queiroz conquistou a prata no C1 1000m, e no C2 1000m, junto com seu companheiro Erlon Souza, e um bronze no C1 200m. Com estes resultados o canoísta Isaquias Queiroz se tornou o primeiro brasileiro a conquistar três medalhas na mesma edição dos Jogos. “Todos os resultados foram frutos de muito trabalho de anos”, disse Isaquias.
 
Mas as marcas históricas nos Jogos Olímpicos de 2016 não param por ai, a equipe brasileira realizou sua participação com o maior número de integrantes, foram dois atletas na canoa: Isaquias e Erlon, e seis no caiaque: Gilvan Ribeiro, Edson Silva, Celso Dias, Vagner Souta, Roberto Maehler e Ana Paula Vergutz.  
 
Para o coordenador Alvaro Acco, esta evolução é resultado de um conjunto de fatores, como as oportunidades olímpicas, organização da entidade, aos excelentes atletas que possuímos, entre outros. O técnico chefe Rui Fernandes completou dizendo que “o Brasil cresceu muito de um ciclo para o outro, podemos dizer que estamos em os dez melhores do mundo.”
 
O ano de 2016 começou para a equipe de Canoagem Velocidade com o Campeonato Pan-americano, nos Estados Unidos, que foi o decisivo para a trajetória de 2016, pois foi classificatório para os Jogos Olímpicos. Lá o Brasil garantiu as vagas no caiaque masculino, com os atletas Edson Silva e Gilvan Ribeiro. Além de obter excelentes resultados na competição, garantindo 13 medalhas no total, colocando o Brasil como uma potência da Canoagem nas Américas.  
 
 
Outra competição que os brasileiros tiveram um bom desempenho foi a Copa do Mundo, realizada em Racice, onde o Brasil conquistou três medalhas na Canoa Feminina: um ouro com Valdenice Conceição (C1 200), uma prata com Andrea Oliveira e Angela Silva (C2 200) e um bronze no C1 200 com Andrea Oliveira. No caiaque a dupla Gilvan Ribeiro e Edson silva ficaram entre as sete melhores embarcações no K2 200m.
 
A última competição do ano foi o Sul-Americano, na Argentina, onde o Brasil conquistou o vice-campeonato por equipe e um total de 53 medalhas entre ouro, prata e bronze.
 
Para o atleta Edson Silva, o Edinho, o ano foi de muitos pontos positivos, “tivemos várias conquistas com o técnico Rui Fernandes, fomos crescendo a cada dia e atingimos nossos objetivos, só tenho a agradecer a toda a equipe técnica, médica, a CBCa e aos nossos patrocinadores”.
 
Categorias de Base
 
Além da equipe principal a Confederação Brasileira de Canoagem vem trabalhando também as equipes de base.  O resultado alcançado no Mundial Junior e Sub 23, na Bielorússia, também foi positivo, melhorando os resultados dos anos anteriores. “Conseguimos melhor nossos resultados, pegar final A e evoluir, agora vamos trabalhar para cada vez melhorar mais”, comentou o técnico da canoa Raul Tamayo.
 
 
Canoa Feminina
 
Para o próximo ciclo Olímpico a canoa feminina passa a integrar as modalidades olímpicas e para o Brasil os resultados alcançados não podiam ser melhores. Neste ano a equipe conquistou medalhas em todas as competições que participaram. A atleta Valdenice Conceição conquistou ouro no Pan-americano, na Copa do Mundo, em Racice e no Campeonato Sul-americano. “O ano foi maravilhoso, perfeito, todos meus objetivos foram alcançados, agora é melhorar ainda mais para o próximo ano, pois será um ano de revelação, onde passamos a ser olímpicas”.
 
 
Para o técnico Figueroa Conceição, que participou das Olimpíadas este ano com as equipes de Moçambique e São Tomé e Príncipe, devido a uma parceria com a CBCa, a equipe feminina tem grandes chances de conquistar a vaga no próximo ciclo, “vamos trabalhar para isso”.
 

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