Notícia
27/09/2021 08:00
Remo de Pepê quebra mas ele garante o 5º lugar no K1 Extremo
O canoísta ainda conseguiu ficar entre os cinco melhores do mundo em Bratislava. O Brasil contou com atletas em todas as categorias disputadas no evento

Fonte: surtoolimpico


Os canoístas Pepê Gonçalves e Ana Sátila encerraram neste domingo (26) a participação do Brasil no Mundial de canoagem slalom em Bratislava, na Eslováquia. Ana competiu no C1 e no slalom extremo e Pepê participou apenas do extremo. Em nenhum dos casos, eles alcançaram a final. 
 
Em 2016, ele foi finalista olímpico, já em 2019 ele foi bronze no extremo. Ana participou de todas as provas individuais e chegou a final do K1, mas não alcançou a final do C1 e do extremo.
 
A modalidade slalom extremo estreará nos Jogos de Paris-2024 e é disputada em baterias como se fosse uma corrida. Os atletas tem obrigações a cumprir, como o rolamento (virar o caiaque de cabeça para baixo) e passar o portão vermelho contra a correnteza, assim como no K1 e no C1.
 
Pepê passou em segundo pelas oitavas e pelas quartas, quando chegou a ter dificuldades no começo mas se recuperou durante a prova. Na semi, o brasileiro teve seu remo quebrado logo no primeiro portão, ficando com apenas uma pá. Mesmo assim, ele chegou a ficar na liderança.
 
No quinto portão, no qual os canoístas deveriam dar a volta, ele ficou preso com mais dois atletas e acabou ficando pra trás. Com o remo quebrado e na última colocação, Pepê acabou desacelerando e finalizando a prova aparentando estar desapontado. 
 
Duas vezes medalhista de prata nesta prova, Boris Neveu (FRA) foi eliminado ainda nas oitavas. O ouro ficou com o britânico Joseph Clarke, a prata com o neozelandês Finn Butcher e o bronze foi para o austríaco Marito Leitner.
 
Ana venceu a sua bateria nas oitavas, mas nas quartas teve problemas como ficar ensanduichada na largada, ficar longe de um dos portões vermelhos e cometeu uma infração no último portão, terminando a bateria na terceira colocação. Esse é o segundo mundial seguido de Ana fora do pódio no extremo. Em 2017 ela foi prata e no ano seguinte, no Rio de Janeiro, ela foi campeã mundial. Atualmente, ela é líder do ranking da modalidade. 
 
Jessica Fox (AUS) foi a campeã, seguida de Elena Apel (GER), campeã do C1 horas antes e o bronze ficou com Evy Leifbarth (USA), que alcançou o seu primeiro pódio em mundiais com apenas 17 anos.
 
Na semifinal do C1, Ana foi apenas a 21ª colocada com o tempo de 116.50 com seis segundos de punição. A brasileira tocou no portão 13 e ainda acabou tendo problemas com a força da correnteza, chegando a quase perder o portão 20 e "atropelando" as entradas 22 e 23. 
 
O ouro na prova feminina ficou com Elena Apel (GER), prata no K1. Mallory Franklin (GBR) e Gabriela Satkova (CZE) completaram o pódio. No masculino, Vaclav Chaloupka (CZE), Alexander Slafkovsky (SVK) e Fran Anton (GER) levaram as medalhas.









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