Notícia
29/09/2018 02:09
Projeto incentiva prática de Canoagem Slalom pelo mundo
Dez atletas, de sete países, participam do TIP, financiado pela Federação Internacional de Canoagem

Fotos: Miriam Jeske/ABraCan


 Identificar talentos e disseminar a prática da Canoagem Slalom pelo mundo. Esses são os objetivos do Programa de Identificação de Talentos (TIP – sigla em inglês), desenvolvido pela Federação Internacional de Canoagem, desde 2007. A inciativa, que já rende bons frutos, revela um pouco dos talentos da modalidade durante o Campeonato Mundial de Canoagem Slalom Rio 2018.
 
Dez atletas, de sete países, não só treinaram nas águas do Parque Radical do Rio, palco das provas do Mundial, de 25 a 30 deste mês, como também disputaram seletivas para as categorias C1 e K1 e, também da tomada de tempo do K1 Extremo. Sob a batuta dos técnicos, o brasileiro João Vitor Machado, da alemã Ariane Herde e do francês Lucas Hives, os atletas colocam à prova suas habilidades, trocam experiência, sonham com medalhas e cumprem a missão de popularizar a Canoagem Slalom em seus países de origem.
 
Um exemplo do empenho em manter a modalidade viva vem da finlandesa Iisa Maenpaa, de 19 anos, integrante do TIP há 3 anos. Ela desenvolve um projeto de incentivo da modalidade em sua terra natal, que segundo ela não é muito comum na Finlândia por causa do inverno intenso. “É muito difícil praticar a canoagem no meu país, por causa do frio. Por isso, sou a única Júnior do esporte da Finlândia”, diz.
 
 
“Eu tenho um projeto para crianças. Basicamente, eu visito escolas para apresentar a modalidade. Treinamos nos rios e também em piscinas durante o inverno. Eu ensino as crianças a fazerem giros e movimentos importantes na Canoagem Slalom”, explica uma pequena parte do seu projeto.
 
Além da finlandesa, através do Identificação de Talentos, da ICF, competem no Mundial Rio 2018, duas chilenas, dois senegaleses, dois mexicanos, um costa-riquenho, uma sérvia e uma bielorussa. 

Aventura em família
Nessa busca por entusiastas da Canoagem slalom, algumas vezes, a modalidade ganha reforço em família. Os irmãos senegaleses Yves, 20anos, e Jean Pierre Bourhis, de 23 anos são um exemplo disso. “Nós dois somos os únicos atletas do Slalom do país, têm alguns na Velocidade, mas é difícil termos mais atletas, porque não temos nenhuma pista em Senegal”, observa Jean Pierre.
 
Ele e o irmão, que também tem cidadania francesa, treinam na França, mas representam o Senegal no Campeonato Mundial de Canoagem Slalom Rio 2018. Aliás, são os únicos canoístas do país que vieram para a competição.
 
“O Senegal vai sediar os Jogos Olímpicos da Juventude de 2022, então, essa é uma ótima oportunidade de apresentar o esporte para a nova geração. Diante disso, vamos tentar colocar as crianças nos barcos de Slalom e Velocidade, para desenvolver mais e mais o esporte em nosso país”, assinala Jean Pierre com o aval de Yves.
 
 
No México, a missão de disseminar a Canoagem Slalom também está nas mãos de dois irmãos: Antônio Diaz Reinoso, 18 anos, e Sofia Reinoso, 22. Eles conheceram a Canoagem há cerca de cinco anos, mas, como o país não tem centro de treinamento, praticam a modalidade em rios. Há cerca de três meses, Sofia começou a treinar na França. “Espero que essa realidade mude. Futuramente, pretendo introduzir a modalidade slalom em meu país”, planeja.
 
Diferente dos irmãos, o costa-riquenho Axel Fonseca, de 18 anos, também conheceu a modalidade há cerca de cinco anos, através do pai que trabalha com turismo. “Estou muito contente por participar do projeto. É uma experiência incrível. Eu estou aprendendo muito com o apoio da equipe”, diz.
 
A missão é manter o slalom olímpico
“A importância de fomentar a Canoagem Slalom por diversos países, inclusive onde não é tradição, é mantê-la como modalidade olímpica. Para isso, aumentar o número de praticantes é essencial”, afirma o técnico brasileiro do projeto João Vitor Machado.
 
 O interessante desse projeto, segundo ele, é que o acompanhamento do atleta continua depois do evento. “Sempre estamos em comunicação com eles”, afirma. O projeto funciona da seguinte forma. Primeiramente, a Federação solicita aos países para enviar seus atletas e, durante a preparação do evento, eles recebem todo o acompanhamento técnico, que continua depois.
 
João Vitor observa que, entre as conquistas do projeto, está a medalha de prata por Togo, nos Jogos Olímpios de Pequim, na prova K-1 com Benjamin Boukpeti.
 
Mundial Slalom 2018 - O Campeonato Mundial de Canoagem Slalom Rio 2018 é uma realização da Academia Brasileira de Canoagem (ABraCan), com supervisão técnica da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa) em parceria com o Ministério do Esporte, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Comitê Olímpico Brasileiro e apoio da Federação Internacional de Canoagem.
 

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