Notícia
04/09/2021 05:09
O Cowboy de Aço virou de ouro e o Pantera Negra ficou prateado em Tóquio!
Dia histórico para a Canoagem Brasileira com duas medalhas inéditas nos Jogos Paralímpicos, o Brasil fecha com a melhor campanha da história na Paracanoagem

Foto: Mirian Jeskie - CPB


Os Jogos Paralímpicos Tóquio 2020 foram uma espécie de barba cabelo e bigode para a Paracanoagem do Brasil, o famoso Cowboy de Aço que passou por altos perrengues ao longo de sua vida e chegou no Japão para fazer história conseguiu o maior feito da Canoagem Brasileira nos Jogos Paralímpicos com a tão sonhada medalha de ouro. Para completar a festa o seu colega inseparável o “Pantera Negra” Giovane Vieira de Paula, estreante em uma edição paralímpica garantiu a medalha de prata. O Brasil volta pra casa agora com o ouro de Rufino, e duas pratas, a de Giovane e também a de Luis Carlos Cardoso no KL1 conquistada na quinta-feira (03). 
 
O sonho de representar o Brasil para Rufino nos Jogos Paralímpicos poderia ter iniciado na edição na Rio 2016, onde houve a estreia da Paracanoagem no cronograma paralímpico, mas ele acabou ficando de fora quando os seus exames apontaram problemas cardíacos. Agora ele completa o seu maior sonho que era de subir ao pódio. 
 
“Essa medalha aqui é nossa, essa medalha aqui é minha e de todo povo brasileiro. Essas listras na minha blusa aqui do verde, amarelo e azul aqui simbolizam essa medalha e é pra vocês, povo brasileiro. Olá Canoagem Brasileira, "ganhemo" aqui, somos campeões paralímpicos e é isso aí meu povo do meu Brasil, povo do sertanejo, do campo, da cidade, “tamo junto” aqui. Essa conquista é nossa. Deus nos presenteou, minha família. E é isso aí pessoal. "Bão demais"! Muito contente com essa medalha! "Vamo" comemorar que agora é só alegria”, fala.
 
 
 
Seguindo os passos do seu grande amigo Rufino e inseparável colega de treinamento, Giovane de Paula é estreante em uma edição paralímpica. Nesta sexta (03) ele foi o mais rápido da semifinal e na final manteve-se praticamente entre os primeiros durante todo o percurso. O seu tempo foi de 52.1478s, a medalha de ouro nessa categoria ficou para o australiano Curtis MacGrath. 
 
“Ainda não caiu a ficha, estou muito feliz e queria dedicar essa medalha para todas as pessoas que me mandaram energias positivas, também para os meus treinadores e toda a equipe e também para toda a minha família, valeu”, fala Giovane. 
 
 
 
O bom resultado da dupla Rufino e Giovane é creditado também na estratégia do corpo técnico da Paracanoagem, Rufino sempre ressaltou que o seu treinador Thiago Pupo sempre teve um papel importante no seu resultado. Para o treinador o Centro de Treinamento da Paracanoagem em Ilha Comprida/SP é completo e conta com recursos tecnológicos adquiridos pela Confederação Brasileira de Canoagem e também um grande destaque na expertise técnica adquirida nos últimos anos.
 
“A metodologia que foi utilizada no treinamento dos atletas, é a mesma que o Jesus Morlán utilizava com os atletas da canoa na Canoagem Velocidade. Trabalhamos muito na estratégia da prova. Eu sou fruto da CBCa, em 2014 quando surgiu a ideia de capacitar os técnicos brasileiros e adquirir a experiência com os treinadores internacionais contratados na época foi importante para receber e aprimorar essas técnicas”, comenta Pupo.
 
O Brasil fecha sua participação nos Jogos Paralímpicos com três medalhas sendo uma de ouro com Fernando Rufino VL2 e duas pratas uma com Giovane de Paula no VL3 e outra no KL1 com Luis Carlos Cardoso que garantiu a medalha na quinta-feira (02), o treinador de Cardoso é Akos Agyal. A equipe paralímpica do Brasil também contou com Leonardo Maiola como Chefe de Equipe, Carolina de Lazari - Fisioterapeuta e os Técnicos Thiago Pupo e Maria Angelica Rozalen.









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