Notícia
04/11/2022 09:30
Festival de Dragon Boat de mulheres sobreviventes do câncer de mama deixa exemplo de superação e vitória
Ao todo 350 mulheres de 17 equipes do Brasil, Canadá, Estados Unidos, Argentina, Chile, Colômbia e Panamá estiveram presentes no evento realizado em Brasília/DF

Foto: CBCa


Superação, vitória e esperança são algumas das palavras que marcaram o 1º Festival de Dragon Boat de Mulheres Sobreviventes do Câncer de Mama realizado entre os dias 26 e 29 de outubro na cidade de Brasília, no Lago Paranoá. Como esperado, milhares de pessoas passaram para prestigiar um dos esportes náuticos que mais cresce no mundo atualmente. Paralelo ao evento foi realizado o 1º Encontro Nacional de Remadoras Rosas com palestras voltadas ao tema, ginástica laboral e atividades em grupo. Ao todo 350 mulheres sobreviventes do Câncer de Mama participaram todos os dias, distribuídas em 17 equipes, além de demais participantes, staff e visitantes. Também participaram mulheres vindas do Canadá, Estados Unidos, Argentina, Chile, Colômbia e Panamá.
 
Não por menos, a realização no período em que se celebra o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e, mais recentemente, sobre o câncer de colo do útero. A prática da remada em Dragon Boat tem mudado a vida de mulheres na sua jornada contra o câncer de mama em vários países.
 
De maneira muito positiva, o verdadeiro objetivo não é a competitividade, mas sim a inclusão, a socialização, a prática esportiva e a qualidade de vida, além do diálogo sobre um tema tão importante para a sociedade. Por esse motivo a realização dos dois eventos paralelamente, unindo forças e traçando novos horizontes para o movimento das Remadoras Rosas.
 
“Foi um evento de ponta, de primeira, mesmo sendo o primeiro, tivemos uma energia inexplicável, algo extraordinário onde não temos uma campeã, quando na realidade todas saíram vitoriosas”, explica Alessandra Rodrigues Pereira, canoísta de velocidade que representou o Brasil por 14 anos na seleção, e hoje atual supervisora do Dragon Boat pela CBCa.
 
Para Rosilda do Nascimento, sobrevivente e remadora da equipe Umauma, o evento foi uma experiência única e comovente. “O festival nos uniu, nos fez mais fortes, para todas nós o sentimento foi de acolhimento, amparo, respeito, cada abraço, cada carinho, cada lágrima foi gratificante, fica o exemplo de força e superação para todos que estiveram lá”, conta ela.
 
Evento homenageou Vilma Gomes
Na festa da abertura do evento, a remadora rosa da equipe Umauma Dragon Boat Brasil de São Paulo, acabou sofrendo um mal súbito e veio a falecer. Ela tinha 49 anos e há alguns anos praticava o esporte. Por decisão da organização em conjunto com os chefes de equipes participantes o festival continuou seu curso e foi definido uma homenagem para a participante, a regata final foi rebatizada de Jane Frost e Vilma Gomes.
 
Durante a situação ocorrida em Brasília/DF, a vitima teve todos os procedimentos de atendimento feitos com suporte da CANOMAMA, entidade organizadora. A Confederação Brasileira de Canoagem se solidariza e da os pêsames a todos os amigos e familiares que conviveram com Vila Gomes.
 
O Dragon Boat
De origem chinesa com cabeça e cauda de dragão, o Dragon Boat é milenar e usado em grandes e importantes festivais. No Brasil, é praticado na embarcação Standard para 22 tripulantes, sendo 20 remadores sentados lado a lado, distribuídos em 10 bancos, um timoneiro em pé na popa dando a direção, e um tamborista sentado na proa coordenando o ritmo. O barco mede 12, 50m e pesa 250 kg, podendo chegar a 1,5 ton com a tripulação completa.









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