Notícia
08/06/2018 09:55
Erlon Souza será o porta-bandeira do Time Brasil no encerramento dos Jogos Sul-americanos 2018
Medalhista olímpico na canoagem foi ouro no C2 1000m em Cochabamba ao lado de Isaquias Queiroz

Fonte: Comitê Olímpico do Brasil

Foto: Washington Alves/Exemplus/COB


Erlon Souza será o porta-bandeira do Time Brasil na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Sul-americanos Cochabamba 2018, marcada para a sexta-feira, dia 8. Medalha de prata nos Jogos Olímpicos Rio 2016 no C2 1000m, o baiano Erlon conquistou o ouro na mesma prova em Cochabamba, mais uma vez ao lado do inseparável Isaquias Queiroz.  A decisão foi informada nesta quinta-feira, dia 7, pelo Chefe da Missão Brasileira na Bolívia, Marco La Porta.
 
“Erlon é um exemplo para o esporte brasileiro. Um atleta de grande talento, que trabalha duro em busca de seus objetivos superando todas as dificuldades que aparecem à sua frente. A delegação brasileira se sente honrada em ter um medalhista olímpico com essas qualidades desfilando com a Bandeira Nacional na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Sul-americanos”, disse La Porta, vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil. 
 
O atleta foi pego de surpresa pelo anúncio. “Não esperava por essa. Foi uma surpresa.  Sempre tive a curiosidade de saber qual é a sensação de levar a bandeira do meu país em uma cerimônia e agora eu vou ter o prazer de levar a bandeira do Brasil”, disse Erlon. “É o reconhecimento ao meu trabalho e aos resultados que venho conquistando. Fico muito feliz”, afirmou o atleta. 
 
A história de Erlon, como de muitos brasileiros, é de superação. Para ajudar a mãe, ainda adolescente Erlon subiu em uma canoa e virou catador de areia no Rio das Contas, perto de casa, em Ubatã, na Bahia. Com a atividade diária, o menino foi ganhando força nos braços e intimidade com a água. Depois, em 2005, foi apresentado à canoagem esportiva e se apaixonou.  Não parou mais de treinar. A canoa das brincadeiras de criança e do primeiro trabalho, virou um meio mais interessante para melhorar a vida de sua família.
 
O atleta fez sua estreia olímpica em Londres 2012, ao lado de Ronílson de Oliveira, e ficou em 10º lugar. No Rio 2016, já com Isaquias Queiroz, veio a virada. A dupla conquistou a medalha de prata no C2 1000 em prova disputada na Lagoa Rodrigo de Freitas. “A medalha dos Jogos Olímpicos foi um sonho. Todo atleta trabalha para participar dos Jogos. E logo na minha segunda Olimpíada eu consigo uma medalha, muito suada, fruto de muito trabalho”, disse Erlon, de 26 anos. “Vamos seguir trabalhando muito para pegar o ouro em Tóquio 2020. Temos que estar preparados para enfrentar todos os desafios que virão pela frente”, afirmou o baiano.
 
Em Cochabamba, o maior adversário de Erlon e Isaquias foi a altitude de 2.600m. “Durante a prova, senti a garganta muito seca, queimando. Depois os músculos param de responder como estou acostumado e a remada não encaixou direito. No final eu estava todo travado”, disse o atleta, que mantem a motivação para competições sul-americanas mesmo sendo um medalhista olímpico. 
 
“Nós não podemos desprezar nenhuma competição. O nosso nível é um pouco mais alto sim, mas não desprezamos nenhum adversário. Quando entramos na água é para fazer o melhor. E foi o que fizemos aqui”, disse Erlon, ouro na mesma prova também nas duas edições anteriores dos Jogos Sul-americanos (Medellín 10 e Santiago 14). “Os Jogos Sul-americanos são muito gostosos. É competição, mas o clima é muito bom. Temos vários amigos nos Jogos e é uma grande oportunidade de revê-los. Vai ser ótimo encerrar a minha participação como porta-bandeira do Brasil”, disse Erlon, exemplo do esporte brasileiro.  

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