Notícia
28/06/2016 00:06
Definida equipe olímpica de Canoagem Velocidade
Comitê da modalidade divulga os cinco canoístas que representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016

Neste último ciclo olímpico a Canoagem Velocidade do Brasil conquistou resultados inéditos que a credencia à sonhada  medalha nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Com o bicampeão mundial Isaquias Queiroz (C1 500) e campeão mundial Erlon Souza (C2 com Isaquias) como seus principais canoístas, a equipe brasileira também composta por Ana Paula Vergutz, Gilvan Ribeiro e Edson Silva, busca entrar para a história olímpica do Brasil entre os dias 15 e 20 de agosto, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
 
Com a definição do Comitê de Canoagem Velocidade da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), os cinco canoístas (quatro homens e uma mulher) dão continuidade à preparação intensa de treinos visando os Jogos. Isaquias Queiroz e Erlon Souza seguem com o treinamento com o técnico espanhol Jesus Morlán em Lagoa Santa (MG), enquanto que os atletas Ana Paula Vergutz, Gilvan Ribeiro e Edson Silva concentram-se com o técnico Rui Fernandes e Lauro de Souza Jr na raia da Universidade de São Paulo, na capital paulista. A equipe que segue para os Jogos no Rio, em agosto, também será composta pelo Chefe de Equipe, Alvaro Koslowski.
 
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Isaquias Queiroz: o menino prodígio
Nascido em 1994, em Ubaitaba, sul da Bahia, o bicampeão mundial Isaquias descobriu a canoagem aos 11 anos através do projeto “Segundo Tempo”, do Ministério dos Esportes.
 
O que começou como brincadeira logo revelou ser um talento e chamou a atenção dos técnicos. A evolução veio rápido e, aos 22 anos, o menino do sul da Bahia se transformou em uma das apostas brasileiras para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
 
A expectativa é fruto dos resultados conquistados em competições internacionais desde o início de sua carreira. Na Alemanha, em 2011, ele voltou com a prata na C1 500m e o inédito título de campeão mundial júnior na prova C1 200m. Em 2013, com a conquista do Mundial da Alemanha na prova C1 500m, o atleta começou a escrever seu nome na história do esporte. O bicampeonato veio no ano seguinte, na Rússia, juntamente com um bronze na C2 200m, conquistado ao lado de Erlon Souza.
 
As conquistas continuaram em 2015. Na Copa do Mundo da Alemanha, ele saiu com um ouro na C1 500m e uma prata na C1 1000m. Nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, Isaquias ganhou duas medalhas de ouro (C1 1000m e C1 200m) e uma de prata ao lado de Erlon (C2 1000m). O atleta encerrou seu ano pré-olímpico com mais duas medalhas no Campeonato Mundial da Itália: ouro na C2 1000m ao lado de Erlon e bronze na C1 200m.
 
Desde 2013 o atleta se prepara em Lagoa Santa, cidade escolhida por seu técnico, Jesús Morlán, pelas características similares às da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
 
Erlon Souza: a tranquilidade baiana
O calado Erlon Souza nasceu na cidade de Ubatã, na Bahia, em 1991. Descobriu a canoagem aos 14 anos através do projeto “Segundo Tempo”, criado pelo Ministério do Esporte. As primeiras conquistas internacionais vieram em 2010 da parceria com o atleta Ronilson de Oliveira. Na Copa do Mundo da Alemanha, a dupla ganhou um bronze na C2 200m, mesma prova na qual garantiram uma prata no Pan de Guadalajara no ano seguinte.
 
Em 2012, o atleta aumentou seu quadro de medalhas ao conquistar a prata na C2 200m em todas as etapas da Copa do Mundo, ocorridas, respectivamente, na Polônia, Alemanha e Rússia. Os resultados levaram o atleta a fechar o ano com a participação nos Jogos Olímpicos de Londres. Em 2013, Erlon voltou à Polônia para disputar a terceira etapa da Copa do Mundo e garantiu o ouro na C2 200m e a prata na C2 500m, novamente com Ronilson.
 
No Campeonato Mundial da Rússia, em 2014, o baiano ganhou sua primeira medalha ao lado de Isaquias Queiroz: bronze na C2 200m. Na Copa do Mundo da Itália, realizada no mesmo ano, Erlon voltou a competir com Ronilson e conquistou a prata na C2 200m, prova que garantiu também o primeiro bronze de 2016, na Copa do Mundo da Alemanha.
 
Ana Paula Vergutz: representante feminina da Canoagem Velocidade
A canoísta paranaense nascida em Cascavel (PR), em 1989, teve início na Canoagem Velocidade aos dez anos de idade ao ser convidada por uma equipe para treinar no lago perto da sua casa. O fechamento do clube fez com que a atleta ficasse afastada do esporte por sete anos, retornando só aos 18 anos.
 
De lá para cá foram só conquistas, Ana Paula foi a primeira mulher da canoagem a ganhar uma medalha em Jogos Pan-Americanos, um bronze inédito no K1 500m em Toronto, no Canadá, e já conquistou mais de dez títulos brasileiros.
 
E agora mais uma vez a atleta escreveu novamente seu nome na história da modalidade, desta vez ao ser a primeira brasileira a disputar uma Olimpíada na Canoagem Velocidade. Ela disputará a prova de K1 500m.
 
“É um sonho para mim, desde criança sempre acompanhei e esperava ansiosa as Olimpíadas, e agora poder participar de uma edição é inexplicável, é o maior evento esportivo. Espero representar bem o Brasil, fazendo uma ótima prova, e fazer o melhor tempo possível”.
 
Edson Isaías Freitas da Silva: veterano da equipe
Mais conhecido como “Edinho” o canoísta é gaúcho, nascido em 1982, na cidade de Porto Alegre. Morando em Guaíba desde 1991, teve seu primeiro contato com a canoagem aos 13 anos de idade, num projeto social da cidade, na Associação de Canoagem de Guaíba.
 
A partir deste dia o amor pelo esporte só aumentou e o sonho de chegar aos jogos Olímpicos o acompanhou por toda sua caminhada. Integrante da Seleção Brasileira desde 2000, entre muitas vitórias e medalhas, sua principal conquista foi o ouro no K4 500m, ao lado de Roberto Maehler, Carlos Augusto Pimenta de Campos e Sebastián Cuattrin, nos Jogos Pan-americanos de 2007. Edinho também conquistou a prata no K1 200m e o bronze no K2 200m, ao lado de Hans Heinrich Mallman, nos Jogos Pan-americanos de Toronto, em 2015.
 
Especialista em provas de 200m, o canoísta conquistou vaga para os Jogos Olímpicos nas provas de K1 200m e K2 200m, durante o Campeonato Pan-Americano deste ano, nos Estados Unidos. No K2 sua parceria é com o atleta Gilvan Ribeiro, com quem treina a cinco meses.
 
“Sinto que a importância dos Jogos olímpicos hoje para mim se refere a ascensão da minha carreira, o ápice de um atleta, onde ele realmente quer estar e participar de um evento como este aqui no Brasil. É um marco para todos que vão estar representando o nosso país, me sinto realizado com esta conquista. Espero garantir uma vaga na final ou quem sabe brigar por uma medalha”.
 
Gilvan Bitencourt Ribeiro: Santa Maria nos Jogos
Gaúcho, nascido em Cruz Alta, mas morador de Santa Maria, Gilvan, tem 27 anos. O atleta começou no esporte aos 12 anos de idade, por influência do seu irmão Givago, que já competia. No primeiro momento seu objetivo era apenas praticar uma atividade esportiva, mas logo o gosto pela Canoagem Velocidade o levou ao treinamento de alto rendimento.
 
Em 2005 foi convocado pela primeira vez para integrar a seleção brasileira, e durante anos de treinamento acumulou muitos títulos e conquistas. Entre suas principais estão a medalha de prata no K4 com Roberto Maehler, Vagner Junior Souta e Celso Dias de Oliveira Junior, nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, e a quarta colocação no K1 500m, na Copa do Mundo de Portugal em 2015.
 
Atualmente Gilvan treina em Curitiba, local de treinamento e concentração permanente da Seleção Brasileira de Canoagem Velocidade. E disputará nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro a prova de K2 200m, junto com seu companheiro o atleta Edson Silva.
 
“Será minha primeira participação nos Jogos Olímpicos. Em Londres a vaga escapou por meio segundo. A sensação de poder representar o país no maior evento do mundo é inexplicável, já posso sentir essa energia nos treinamentos. E por se tratar de uma competição em casa, será com certeza mais especial. Sempre sonhei alto e agora não será diferente”, completou.









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