Notícia
14/03/2020 04:03
Com recorde de atletas, Copa Brasil de Paracanoagem em São Paulo é marcada pela a estreia de novos clubes
Nova safra de atletas movimentaram o evento que teve número de 81 canoístas inscritos, novas associações de várias partes do País enviaram atletas, o evento teve um importante apoio do CBC e também do CPB

Foto: Roberto Peixoto


Dia intenso com muitas disputas na raia da USP em São Paulo/SP, neste sábado (14) foi disputada CBI – Copa Brasil de Paracanoagem, o evento contou com um recorde de atletas na disputa, ao todo 81 canoístas representaram 18 associações vindas de todas as regiões do País. O clube campeão foi a ACkC – Associação Caiakagem de Canoagem do Distrito Federal que somou ao todo 319 pontos, já entidades estreantes também obtiveram boas pontuações. Atletas de renome também estiveram presentes e conseguiram bons resultados.
 
Luis Carlos Cardoso da AFPSBC competiu em duas categorias, no VL2 e no KL1 Masculino ambos na distância dos 500 metros e saiu com duas medalhas douradas. No caiaque ele fez o tempo de 2’22”02 segundos e no VL2 2’40”1s. Com vaga garantida para Tóquio 2020 ele sai feliz do campeonato não só por causa do seu resultado, mas também por ver um grande número de atletas na disputa. “Eu fico feliz por ver a cada ano que passa uma nova galera de várias regiões do país vindo para a nossa modalidade. Espero que nos próximos anos outros estados possam abraçar a Paracanoagem e fazer crescer esse esporte no nosso país”, comenta.
 
O Instituto Meninos do Lago (IMEL) de Foz do Iguaçu no Paraná é estreante em eventos da Paracanoagem, vieram na competição quatro canoístas. Tradicional na disputa da Canoagem Slalom e com um histórico grande de vitórias o time começou com o pé direito e garantiu a sétima colocação no ranking geral com 68 pontos e garantiu uma medalha de bronze com Alini Priscilla Barth no VL2 Feminino 200 metros, ela ficou muito emocionada com a conquista, “Não tenho palavras, passa um filme na cabeça, se Deus quiser essa é a primeira de muitas”, fala.  O trabalho do Instituto com a modalidade começou em 2019 e hoje conta com 18 atletas, o técnico responsável pela ação é Guto, a equipe é mantida pela Itaipu Binacional.
 
Outro clube que participou pela primeira vez de uma disputa nacional na Paracanoagem veio lá do Nordeste, o ADECESF – Associação de Desenvolvimento Esportivo Educacional de São Francisco, da cidade de Petrolina no Pernambuco. A entidade garantiu a oitava posição com 67 pontos e contou com oito canoístas no campeonato. Com o trabalho iniciado em 2017 e hoje conta com parcerias na Universidade Federal do Vale do São Francisco, Iate Clube de Petrolina, APA Petrolina além da CBCa.
 
“Chegar até aqui só nos faz olhar para trás e ter certeza que estamos no caminho certo, o primeiro passo foi dado, marcamos Petrolina no mapa da Paracanoagem brasileira. Agora é continuar o trabalho, aproveitar o intercâmbio que tivemos com outras equipes durante o evento e levar toda essa bagagem para nossa cidade”, explica Leonardo Gasques Trevisan Costa, coordenador da Equipe.
 
A equipe que fez mais pontos veio do Distrito Federal, a ACKC - Associação Caiakagem de Canoagem, tradicional na modalidade o clube somou 319 pontos, seguidos pelo Clube de Regatas de Curitiba/PR com 96 pontos e em terceiro o RIOVAA que somou 93 pontos, o evento contou com representantes de 18 associações de várias regiões do Brasil.
 
Ao todo foram disputadas provas de KLT1 e KLT2 nos 100 e 200 metros. Já pelos 200 metros vai acontecer as provas do KL3, KL2 e o KL1 e também do VL3, VL2 e VL1, ambas no Masculino e Feminino, na mesma distância as disputas do KLT1 e KLT2 e as exibições do Deficiência Visual K1 e V1 e da Deficiência Intelectual. Nas competições com 500 metros de distância, baterias do KL3, KL2, KL1 Masculino e Feminino e no VL3 e VL2 Masculino e o VL2 Feminino.
 
Os resultados gerais você pode conferir clicando aqui.
 
Para Leonardo Maiola, diretor geral da Confederação Brasileira de Canoagem e supervisor da Paracanoagem o evento teve o maior em número de atletas participantes em uma edição realizada até hoje. “É importante destacar todo o trabalho que está acontecendo nos clubes, as associações estão buscando incentivos para realizar a canoagem no dia a dia, porque o evento é o fim de tudo o que eles realizam nos dias treinamentos. Tivemos novas associações e algumas tradicionais que aumentaram o número de atletas, várias provas com raia cheia” explica.
 
O evento contou com o importante apoio do CBC – Comitê Brasileiro de Clubes que custeou o transporte aéreo e hospedagem dos atletas, delegação e equipe técnica, além de suporte nas estruturas do evento e também do CPB - Comitê Paralímpico Brasileiro que forneceu a alimentação para todos os envolvidos no evento.












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