Notícia
07/12/2020 04:12
Canoagem Slalom Extremo entra nos Jogos Olímpicos Paris 2024
A Federação Internacional de Canoagem teve que fazer malabarismos para tentar um programa para o próximo ciclo olímpico com qualidade, atraente e universal

FONTE: ICF


Na última quinta-feira (05), o Conselho Executivo da Federação Internacional de Canoagem (ICF em Inglês) reajustou cotas e distâncias das 10 provas da Canoagem Velocidade e também a inclusão da Canoagem Slalom Extremo dentro do programa da Canoagem Slalom para os Jogos Olímpicos Paris 2024. Essa posição é resultado dos parâmetros definidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI): redução de 12 cotas, igual número de medalhas em Tóquio e a proposta do Paris 2024 de incluir a disputa de um novo esporte.
 
A ICF teve que analisar, debater e votar por essas mudanças radicais em uma corrida contra o relógio depois que o COI informou em 9 de novembro que a Federação deveria reduzir 12 cotas sem medalhas adicionais. Essa proposta seria recebida pela Comissão do Programa Olímpico em novembro. Os dois eventos propostos pela Comissão Técnica da ICF que ficariam de fora do programa Paris 2024 são os K1 200 metros para homens e mulheres. Essa distância foi introduzida nos Jogos Olímpicos Londres 2012.
 
Com esta proposta, o programa Paris 2024 irá contar com 10 provas de Canoagem Velocidade (em vez das 12 que terá em Tóquio), e seis da Canoagem Slalom, sendo duas provas da Canoagem Slalom Extremo. Os organizadores parisienses optaram pela inclusão no programa da Canoagem Slalom Extremo dentro de sua abordagem para garantir um produto olímpico voltado para os jovens, atraente e inovador.
 
O ex-canoísta Tony Estanguet, presidente do Comitê Organizador do Paris 2024, compareceu a esses debates virtuais na qualidade de membro do Conselho Executivo da ICF, mas não participou da votação das propostas.
Tóquio 2020 verá um número igual de eventos e cotas para homens e mulheres pela primeira vez na canoagem. Nesta segunda-feira (09), o presidente do COI, Thomas Bach, anunciará em uma videoconferência o programa final do Paris 2024, após o primeiro dia de reuniões de uma semana do Conselho Executivo do COI.
 
O COI também fará um relatório sobre as reduções de cotas após analisar as propostas para as Federações Internacionais nos Jogos Olímpicos de verão e dará sua decisão sobre os quatro esportes adicionais propostos pelo Paris 2024 - breakdance, skate, escalada esportiva e surfe - para os quais nenhuma surpresa é esperada.
 
Para compensar o acréscimo de 248 atletas que competirão nesses esportes complementares, e preservar a cifra de 10.500 atletas no total, o COI exigiu uma redução nas cotas, principalmente das Federações Internacionais de esportes individuais.
 
 
Na canoagem as duas medalhas da Canoagem Velocidade foram transferidas para a Canoagem Slalom Extremo. Com cinco provas por gênero restantes para Paris, a Canoagem Velocidade “terá um número maior de cotas por evento e mais participação”, diz Perurena.
 
O presidente da ICF reconhece que houve protestos de vários países e igual número de atletas por esta decisão, incluindo o do presidente da Comissão de Atletas, Tim Lodge da Grã-Bretanha, que publicou sua declaração no site oficial da própria federação. Lodge também é membro da Comissão Técnica e da Diretoria Executiva.
 
“Vamos explicar a cada atleta individualmente, a cada uma das federações nacionais. Não são medidas punitivas, mas técnicas baseadas nas instruções do COI. O Bureau Executivo fez todo o possível, mas no Programa Olímpico as regras são definidas pelo COI, não pela Federação.” Completa Perurena.
 
O Comitê Técnico se reuniu com praticamente todos os especialistas incluindo representantes dos cinco continentes e definiu duas opções de votação virtual para a Diretoria Executiva, uma com 12 provas de Canoagem Slalom e quatro provas de Canoagem Slalom sem o Canoagem Slalom Extremo e outra com 10 provas de Canoagem Velocidade, quatro para a Canoagem Slalom e dois para a Canoagem Slalom Extremo.
 
Um debate tenso levou a uma votação de 14 a 14 e um “voto de qualidade” foi exigido do presidente da ICF, que decidiu a favor da segunda proposta. Acredita-se que esta segunda opção irá favorecer as aspirações de inúmeros Comitês Olímpicos Nacionais participantes dos jogos continentais das Américas, África e Europa, o que garante uma maior universalidade da medida.
 
A ICF estima que a adição da nova disciplina ao calendário olímpico para homens e mulheres, além de não exigir cotas adicionais de atletas, aumentará a probabilidade de que muitos dos competidores de Canoa Slalom e das modalidades Freestyle e da Canoagem Descida também participem dessa competição.
 
Perurena reiterou que foi uma decisão muito difícil de tomar, mas com os parâmetros definidos pelo COI não tínhamos outra possibilidade no programa de canoa olímpica. "Esta decisão permite que a ICF mantenha seus pontos fortes e, ao mesmo tempo, traga inovação e diversidade ao programa olímpico de 2024, o Canoagem Slalom Extremo pode fazer parte do futuro do nosso esporte e sabemos que será uma escolha perfeita para as Olimpíadas”, disse
 
“É rápido, popular entre atletas e telespectadores e fica ótimo na televisão. Ele se encaixa muito bem na tendência do COI de apresentar novos eventos movidos a adrenalina que atraem um público mais jovem, complementa. "
 
O Canoagem Slalom Extremo também está de acordo com o requisito do COI de que os esportes se esforçam para obter mais valor de suas instalações. Será disputado na pista de Canoagem Slalom e adicionará dias extras ao Calendário Olímpico de Canoagem Slalom.
 
Modalidade no Brasil
O Brasil tem atletas importantes no cenário da Canoagem Slalom Extremo, Pedro Gonçalves foi o melhor atleta do mundo na categoria em 2019, neste ano conquistou uma medalha de ouro durante a Copa do Mundo realizada em Tacen na Eslovênia, além desse ouro Pepe tem três medalhas de prata em edições de Copas do Mundo. No mundial de 2019 ele garantiu a medalha de bronze.  

Além de Pepe, Ana Sátila conquistou algumas medalhas na Canoagem Slalom Extremo, em 2018 ela garantiu a medalha de ouro no Mundial realizado em 2018 no Rio de Janeiro. Tanto Ana quanto Pepe também foram medalhas de ouro nos Jogos Pan-americanos Lima 2019 onde a modalidade estreou. 









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