Notícia
29/10/2021 05:10
Ambientalista cria o mais versátil barco do mundo e quer a sua popularização
João das Águas sempre foi um apaixonado pelo esporte e desenvolveu uma embarcação que oferece mais de 80 opções de uso, seu sonho é ver sua invenção sendo usada em várias partes do Brasil e do mundo

Com estrutura de fibra de vidro e quatro metros e 25 cm de comprimento e pesando 30 kg, o barco múltiplo, é um barco multiuso, que tem a proposta de ser um novo conceito em embarcações, sem dividada um dos grandes inventos da história da náutica. O projeto foi criado por João Batista Moreira Souza, apelidado de João das Águas, que é técnico em canoagem, ambientalista e inventor. 
 
Desenvolvido em parceria com o Iate Clube de Londrina, com o apoio da Prefeitura de Londrina, o inventor classifica o barco inovador como um barco sem forma fixa. É um verdadeiro lego da náutica permite, em um grupo de quatro unidades, por exemplo, criar-se mais de 80 tipos de barcos e combinações de usos, como barco para pesca, vela, caiaque, remo, canoa, barco a pedal, K2, K4, C1, entre outros. “Muito mais do que um novo modelo de barco, acredito que eu tenha criado uma concepção de náutica nova” avalia João. 
 
Um barco diferente, revolucionário. 
Em uma revista náutica de 88, João leu uma matéria que iria inspirar o início do projeto de sua vida, que trazia um caiaque duplo, modelo oceânico, que fora transformado em um barco a remo. “Quando comecei a remar no Iate Clube de Londrina, ele era um clube de remo, pequeno, mas um clube de remo. Também gosto de remo, eu gosto da mecânica e dos movimentos do remo, e comecei a pensar se um caiaque que pudesse ser um barco a remo ou vice-versa. A partir daí comecei a fazer adaptações e resolvi criar o barco”. 
 
Até agora, há cinco unidades construídas. O suficiente para estudar todas as conjugações possíveis para o barco. João comenta que já recebeu vários pedidos de encomenda, mas que quer viabilizar o projeto e promover a divulgação do barco à nível nacional e até internacional antes de comercializá-lo. “Minha ideia é permitir que esse barco seja copiado, mas com o devido cuidado, em uma espécie de sistema de franquia”. 
 
João explica que o projeto tem um uso focado também nas pessoas idosas, deficientes ou com algum tipo de necessidade especial, assim como, que a versatilidade do dispositivo proporcione a aproximação dos tripulantes à novas modalidades. “Ele é uma espécie de ‘barco-escola’, que pode ser usado em diversas modalidades competitivas. Claro, não proporciona a mesma velocidade de uma embarcação olímpica, não é objetivo competir com as modalidades atuais, mas servir como uma porta de entrada, promovendo os esportes náuticos como um todo” classifica o criador. 
 
Mais que um barco, um legado
O projeto é resultado de 30 anos de dedicação do João das águas que, atualmente, tem mais pressa em viabilizar o projeto, após a descoberta de um câncer. 
 
A cerca de 100 dias, João descobriu um câncer no fígado, hoje, em estado de metástase. “Estou realizando o tratamento e como o barco é um dos meus legados, tenho me dedicado para terminar o barco, porque sei o que ele pode trazer para a náutica brasileira. Não gostaria de ‘ir cuidar das águas celestiais’, como eu costumo brincar, antes de finalizar esse projeto ao qual me dedico há 30 anos”. 
 
Atualmente, o atleta da Paracanoagem Giovane Vieira de Paula, que conquistou a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e Igor Tofalini, que já foi campeão mundial e  Pan-americano de Paracanoagem são alguns dos apoiadores do projeto.
 
No site sites.google.com/site/barcomultiplolondrina80/ e no Facebook do João, https://www.facebook.com/Joaodasaguasbatistamoreirasouza  é possível ver detalhes do barco e colaborar com o projeto de João das Águas, que é mais do que um barco, é uma homenagem ao esporte e a natureza.
 
O começo na canoagem 
Natural de Mundo Novo, Bahia, João veio para Londrina em 1986. No ano seguinte, fundou uma cooperativa de pintores da construção civil e em 1998, pintaram o Iate Clube de Londrina. “Eu já tinha dois caiaques e comecei a me envolver com essas atividades e remar no Lago Igapó, de Londrina”. 
 
Era o início de uma grande aventura. “Fui até a prefeitura e comprei um mapa, onde percebi que aqui havia uma enormidade de rios. Me juntei a mais algumas pessoas e compramos caiaques em consórcio, para descer nestes trajetos”. 

João Batista Moreira Souza, o João das Águas 
Dois anos depois, em 1990, o grupo fundou a Patrulha das Águas, uma associação focada no monitoramento e preservação de rios, além das competições de canoagem. O nome do grupo acabou “rebatizando” João Batista Moreira Souza, que se tornou: João das Águas. “Tempo depois, com outras duas associações, criamos a Confederação Paranaense de Canoagem”.
 
Em agosto daquele mesmo ano, com apoio da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), João foi um dos idealizadores da primeira escola de canoagem do Paraná, dentro do Iate Clube de Londrina.

A proposta é criar um calendário de atividades e provas. Onde o barco possa contribuir para popularizar as atividades náuticas não motorizadas, e contribuir com o desenvolvimento esportivo e a popularização destas atividades num pais cheio de rios, lagos e mais de 8000 km de mar.









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